Os escravos e suas famílias

No Brasil colonial, uma simples diferença de cor da pele mudava a vida inteira de uma pessoa; a situação do negro era muito diferente da do branco. Os escravos tinham as piores condições de vida, situando-se na classe inferior da sociedade colonial.

Existiam dois tipos de negros, os que trabalhavam no campo, que eram chamados de "negros de eito" e os "negros de ganho", que eram escravos nas cidades.

Para os "negros de eito", os seus senhores organizavam casamentos coletivos para uni-los, ou alguns apenas moravam juntos e tinham filhos.
A situação dos cônjuges ficava ruim quando o senhor resolvia vender um deles. A única solução era fugir, ou, quando muito bom, o dono dava liberdade para um acompanhar o outro na nova propriedade. A história de Quitéria.

Na maioria das vezes, escravos e escravas dormiam separados, mas havia um lugar onde eles podiam ter relações sexuais.

Já os escravos das cidades se uniam de forma solidária, cuja união podia ser feita entre escravos ou entre escravos e alforriados.

Esses negros que casavam podiam tomar posse do seu trabalho vendendo variadas produções a seus próprios senhores ou a outras pessoas. Com isso tinham condições de construir suas casas e fazer sua comida. Eles também tinham filhos, que eram batizados e tinham padrinhos e madrinhas escolhidos por serem colegas de trabalho ou mesma etnia. Como dizia o ditado; "Quem tem padrinho não morre pagão." Era muito difícil das crianças se separarem de seus pais; na maioria das vezes elas viviam com os pais ou pelo menos com a mãe.

O dia-a-dia dos escravos era sacrificante, pois estes trabalhavam dia e noite para se sustentar e eram submissos aos patriarcas, enquanto não formavam uma família ou mesmo depois disso.

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