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Soluções Propostas |
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Os países
africanos tentaram e ainda tentam conter a crise, infelizmente as
soluções propostas por eles ou por terceiros não funcionaram e
às vezes até causam danos.
Tomemos como exemplo o presidente do Zimbábue. Analisando o problema, o excelentíssimo percebeu que se a população tivesse mais dinheiro ela compraria mais remédio e a epidemia teria um fim. Para que as pessoas tivessem dinheiro, o governante fez uma reforma agrária, porém não forneceu ajuda e condições necessárias para os negros poderem prosperar. Resultado- 50% de queda na produção. Casos como esses reforçam a ineficiência de alguns governos africanos. Mas mesmo o mais organizado dos países africanos, a África do Sul, não conseguiu conter tais problemas. O modelo de luta contra AIDS brasileiro foi uma tentativa de solução na África do Sul. A idéia era fazer com que remédios contra AIDS virassem genéricos, e com isso, o governo poderia doa-los a população. Além disso, haveria distribuição de camisinhas e uma campanha pública de prevenção. Infelizmente essa solução não teve êxito em tal país, já que, apesar do custo das drogas cair de 10 mil para apenas 350 dólares por pessoa, o governo não pode bancar tal tratamento para seus 4.1 milhões de infectados. O que é barato para os brasileiros é considerado impagável na África. Além disso, a África do Sul enfrenta um grave problema: o presidente Thabo Mibeki ignora a AIDS. Isso decorre de posições políticas e ideológicas que remontam aos tempos do apartheid. Com o fim do mesmo em 1993, abrindo as fronteiras para países vizinhos, como Moçambique e Zimbábue, focos tradicionais da doença, a contaminação se acelerou. Nessa época a doença era duplamente estigmatizada. Para brancos, tratava-se de uma doença de negros promíscuos, e para negros era uma doença de gays brancos. A aposta do governo é de que o desenvolvimento econômico e a melhora da educação ensinarão o povo a tomar cuidado. A falta de informação e de uma estratégia nacional de combate à doença fez o número de infectados aumentar quinze vezes na década passada. A ONU tem uma participação importante na tentativa de erradicação do problema. Em reuniões na Nigéria, Kofi Annan, secretário-geral da ONU, propôs a criação de um fundo que destinaria 10 bilhões de dólares para financiar a distribuição de medicamentos e programas de prevenção em países pobres. O valor em si é um desafio colossal, já que todas as contribuições internacionais atualmente não somam nem um décimo disso. Além do problema da quantidade do dinheiro, o encaminhamento deve ser duramente fiscalizado, pois muitas vezes ocorre desvio de recursos, alimentos e até remédios vindos de fora. Porém nem tudo está perdido. Há alguns bons exemplos que devem ser seguidos. Em Uganda, o presidente Yoweri Musseveni envolveu-se pessoalmente na cruzada antivírus. A distribuição em massa de preservativos e campanha de esclarecimento à população reduziram em 45% a taxa de contaminação de mulheres grávidas em áreas urbanas e baixaram o percentual da população infectada de 14 para 8%. No Senegal, a campanha institucional de prevenção manteve o índice de contaminação abaixo dos 2%, um dos menores da região. Enfim, muitas soluções já foram dadas e algumas até já deram certo. Só falta os governos tomarem consciência e entrarem nesta luta. |