Violência vira cotidiano

Cidadãos encaram violência com normalidade

O mundo está um caos. Pessoas não têm mais noção do que podem ou não fazer. A violência praticada chegou ao ponto de ser encarada com normalidade pela sociedade.

Em pesquisa realizada na cidade de São Paulo, pedestres que passavam pela mais famosa avenida da cidade, a Av. Paulista, falavam tranqüilamente da violência. Todos os entrevistados disseram já ter vivido ou conhecerem alguém que já viveu uma situação violenta. A maioria disse: "Se eu tivesse medo da violência, não saía de casa" ou "Mesmo dentro de casa eu corro perigo". A que ponto chegamos !?

Não é preciso procurar muito. Em qualquer esquina e a qualquer instante, um cidadão pode ser vítima de assalto; pode ver depredações, pichações, zombarias... Mas, ultimamente, ninguém tem ligado muito para isso. A maioria tenta salvar sua pele e deixa o "resto" por conta do governo ou da polícia. Mal sabe a sociedade que, se fecharmos os olhos à violência, em pouco tempo seremos obrigados a praticá-la, como forma de defesa, ainda que não queiramos.

E, como surgiu toda essa violência?

Não dá para dizer ao certo, mas podemos afirmar que parte dela resulta da falta de igualdade social e dos privilégios concedidos a uma pequena minoria da população. A indignação surge a partir do fato que uns têm muito e outros tão pouco. Claro que isso não justifica nenhum ato violento, mas acreditamos que, às vezes, a violência cometida é um ato impensado ou de desespero, quando, por exemplo, as pessoas roubam alimentos ou artigos de primeira necessidade para garantir a própria sobrevivência.

Falemos em soluções: por onde começar a melhorar?

A base de tudo é a educação. É um dos caminhos para diminuir as intensas desigualdades sociais da população, elevar o seu padrão de vida e conscientizar os cidadãos quanto aos seus direitos e deveres enquanto membros de uma sociedade.

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