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| Expandir o Saber, Reduzir as Montagens |
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O homem sempre foi fascinado pelo infinito e por construções colossais. Nas últimas décadas, em contrapartida, a ciência tem se aventurado no campo das construções infinitamente pequenas, a nanotecnologia.
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Os estudos nesse âmbito têm se intensificado com o desenvolvimento da técnica e professores do Colégio Bandeirantes, com o objetivo de aprofundar-se nesse ramo do conhecimento, participaram do | Curso de Nanotecnologia, ministrado pelo renomado Prof. Henrique Toma, Professor Titular de Química da USP e membro da Academia Brasileira de Ciências. As aulas se realizarão no próprio Instituto de Química da Cidade Universitária. O Curso de Nanotecnologia se dá em dois módulos.
O primeiro aconteceu no dia 20 de março e o segundo em 10 de abril. Participam dele professores do Colégio Bandeirantes e do parceiro sorocabano Uirapuru. Entre os temas abordados, está a aplicação de nanoequipamentos na medicina. A ideia central da nanotecnologia é a de reduzir máquinas a um tamanho em escala molecular. É claro que as empreitadas nesse sentido causam receio por parte dos não-iniciados no assunto, mas os cientistas sustentam que o governo deve investir nas pesquisas do ramo, que tiveram como pioneiro J. M. Lehn, laureado com o Prêmio Nobel de Química em 1987.
O Prof. José Ricardo de Almeida, coordenador da Cadeira de Química do Bandeirantes, ressalta o interesse que o tema desperta. “A nanotecnologia é um assunto instigante, tanto que conseguiu juntar, numa mesma capacitação, mais de cinquenta professores de todas as áreas do conhecimento. Além disso, os alunos do 2º ano do Ensino Médio de Exatas e Biológicas já estão tendo aulas sobre o tema”. Estas aulas, aliás, seguem o conteúdo do livro do Prof. Toma, “O Mundo Nanométrico”. Sobre a incredulidade de alguns leigos quanto à seara científica em questão, responde o Prof. Toma: “A nanociência é uma nova forma de se ver o mundo. Nano é real, não é ficção”.
O Diretor de Tecnologia Aplicada à Educação, Sérgio Américo Boggio, revela que o Colégio intenciona dar cada vez mais ênfase ao tema, seguindo uma tendência científica mundial. “Desde os anos 1970, com a microeletrônica, existe a busca por aparatos tecnológicos cada vez menores. A nanotecnologia será cada vez mais popular, com incursões na medicina, na vida cotidiana e acadêmica, aparecendo nos vestibulares”, prevê. |
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