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“É sempre bom para um professor o aprimoramento. Ganham ele, o Colégio e os alunos”. Esse é um dos valores que o Prof. Carlos Oliveira, da Área de Matemática do Colégio Bandeirantes, diz guiarem a sua vida profissional. O professor defendeu sua Dissertação de Mestrado em Educação Matemática neste mês de maio e falou sobre os desafios e conquistas que marcaram os dois anos de estudo. O Prof. Oliveira, como é mais conhecido no Bandeirantes, realizou seus estudos na PUC-SP. Ele avalia que uma das maiores dificuldades que enfrentou | foi a necessidade de conciliar a alta exigência imposta pelo curso e os horários de aula na escola. O Colégio, segundo o professor, manteve uma postura de colaboração irrestrita, tanto em relação à flexibilização de horários quanto no que tange às despesas envolvidas.
O Professor valorizou a oportunidade de fazer o Mestrado, pois acredita que a diversidade etária que encontrou favoreceu um rico intercâmbio de ideias, bem como a presença de pessoas de várias origens acadêmicas propiciou a difusão de novas teorias educacionais. Estes elementos, somados ao esforço em se transportar da perspectiva do professor, que busca respostas, para a do pesquisador, que busca novas questões, promoveram mudanças na prática didática do Prof. Oliveira. “Estou cada vez mais preocupado como cada aluno pensa”, acredita.
A Dissertação do Prof. Oliveira, a que foi atribuída a nota máxima, tratou das conexões entre o estudo dos números complexos e da geometria. Um momento que marcou a jornada do mestre ocorreu durante um experimento realizado com alunos do Bandeirantes, das áreas de Humanas e Biológicas. “Ao utilizar um software de geometria dinâmica, uma aluna, ao visualizar o movimento de figuras geométricas determinado por operações matemáticas, disse: ‘Professor, parece que as contas da álgebra ganharam vida!’. Foi naquele momento que senti que todo o esforço tinha valido a pena”, recordou. |
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