Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Nova ortografia da Língua Portuguesa

Material didático de Português do Colégio Bandeirantes já está adaptado à “Nova ortografia da Língua Portuguesa”

Desde o dia 1 de janeiro, está em vigor o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, que pretende facilitar o intercâmbio linguístico, literário e cultural entre os países lusófonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Embora o MEC tenha estabelecido um prazo de três anos (final de 2012) para que todos os brasileiros se adaptem às mudanças ortográficas, o Colégio Bandeirantes resolveu adequar imediatamente os materiais didáticos de Português às novas regras e, já no 1.o bimestre, os nossos alunos estudarão, segundo as conveniências de cada série, o que se alterou na grafia da Língua Portuguesa.

No que diz respeito à acentuação, ocorreram discretas alterações, assimiláveis facilmente. No entanto, em relação ao emprego do hífen, as modificações foram mais significativas e provocam, em certos casos, dúvidas, pois a lei não é explicitamente clara em alguns aspectos. Por exemplo, o texto oficial determina que devem ser escritas aglutinadamente palavras em que o falante contemporâneo perdeu a noção de composição. Assim, deve-se escrever paraquedas e não pára-quedas; entretanto, deve-se grafar para-brisa; para-lama. Não se sabe o que justificaria o emprego do hífen nesses dois casos. Há diversos exemplos semelhantes: escreve-se co-habitar ou coabitar?  Sub-humano ou subumano? Re-escrever ou reescrever? Como saber a grafia correta? Não existem respostas definitivas para essas perguntas e contradições são verificadas inclusive nos dicionários recém-publicados. O Dicionário Houaiss registra, por exemplo, “circunavegar”; já o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras indica “circum-navegar”.

Tantas incertezas devem ser esclarecidas pela Academia Brasileira de Letras que promete lançar até meados de fevereiro o VOLP (“Vocabulário da Língua Portuguesa”), cuja função é estabelecer a grafia oficial de cerca de 300 mil palavras. Enquanto este compêndio não está disponível, os professores de Português do Colégio Bandeirantes tomaram por base o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras para decidir a grafia dos materiais de Português utilizados no Colégio.

Temos de aceitar que haverá um período de transição no qual coexistirão duplas grafias. Somente aos poucos, dicionaristas, professores, jornalistas, escritores e profissionais, que de algum modo refletem a respeito do registro da norma gramatical, serão responsáveis por dissipar essas imprecisões e todos nós nos habituaremos às novidades linguísticas (sem trema) e, daqui a alguns anos, nem mais nos lembraremos de que, por exemplo, houve um tempo em que se grafava “autorretrato” com hífen.

Para conhecer na íntegra o texto do “Acordo Ortográfico”, acesse http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/acordoortografico.pdf


 
 
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