Escola da Amazônia mistura aprendizado e diversão
Escola da Amazônia mistura aprendizado e diversão

Os olhos marejados no aeroporto não escondem a vontade de ficar mais. Foi assim que os estudantes que participaram da nona edição da Escola da Amazônia se despediram de uma semana puxada de atividades estudando aquele bioma. O projeto é desenvolvido pelo Prof. Edson Grandisoli , que coordena projeto de Sustentabilidade no Band, e pelo biólogo Silvio Marchini, doutorando em Oxford (Inglaterra).

O que poderia parecer uma viagem de diversão para os vinte participantes, em excelentes hotéis  no meio da selva, é na verdade uma imersão de estudo. Além de explorarem a mata, conhecerem animais e plantas, mergulharem nas práticas sustentáveis locais e terem aulas teóricas, os estudantes desenvolvem uma tese durante a estada. Devem pesquisar uma hipótese (como "a incidência de aracnídeos perto e longe das margens do Rio") e comprová-la ou não cientificamente, até a obtenção de uma tese. Uma apresentação marca o fim das atividades.

"Eles vivenciam toda as etapas de uma pesquisa científica; os resultados são em geral surpreendentes", afirma o Prof. Edson. "Quem vem aqui é muito especial porque escolheu nas férias uma viagem com ritmo puxado e foco nos estudos", completa.

E não são poucos os que nutrem o carinho pela experiência. Caroline Prandini, aluna do terceiro ano do Band, fez questão de retornar à Amazônia com o projeto. "Poderia ir para qualquer outro lugar mas decidi pela Escola da Amazônia novamente porque as pessoas que conheci aqui e as experiências que tive são únicas", explicou.

A viagem é interessante também para os educadores.  A professora de Biologia do Band Taís Bianco conheceu pela primeira vez a Amazônia, acompanhando a turma de 2010. "A gente desmistifica aqui uma série de impressões que temos da floresta", contou.

Luau na fogueira, música bem tocada no violão, banhos no Rio Cristalino, boa comida, excelente hospedagem e muita amizade fazem da Escola da Amazônia uma experiência ainda mais completa e ajudam a marejar ainda mais os olhos de quem tem que voltar.


 
 
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