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| Ciência e Tecnologia na Prática |
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"A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida". A frase de John Dewey, filósofo e pedagogo norte-americano adepto do pragmatismo ou instrumentalismo, ilustra bem uma ideia cada vez mais aceita pelos educadores. Segundo ele, o ensino que combina teoria e experimentação é muito mais eficaz do que o que se resume aos livros. O Colégio Bandeirantes, então, seguindo uma tradição de ensino prático, investe em ferramentas que possibilitem aos alunos o contato direto com os fenômenos naturais.

O Bandeirantes sempre teve tradição de ensino em laboratórios. Foi em meados da década de 1980, porém, que as atividades nos laboratórios passaram a propor o aprofundamento em temas cotidianos tangentes à tecnologia. Ocorreu, assim, uma espécie de inversão pedagógica, com as lições sobre a ciência já aplicada, que é, para o estudante escolar, mais interessante por fazer parte de seu dia-a-dia. Com o passar do tempo, foram sendo agregados recursos como computadores e sensores, aprimorando e dando maior exatidão aos estudos da física, química e biologia.
Exemplos atuais dessa metodologia ativa de aprendizado são o Estudo sobre Colisões Automobilísticas e o Kit Pão. O primeiro é mais uma proposta do Laboratório de Física, e tem por objetivo incentivar o uso consciente dos automóveis. Inicialmente, os alunos observam o tempo de reação do corpo humano a um estímulo como a necessidade de frear um carro fazendo eles mesmos testes; depois examinam variáveis como o atrito do carro com a pista, a velocidade e o peso do veículo para concluir sobre os riscos e cuidados inerentes à condução.
Já a ideia dos “kits” nasceu entre 1996 e 1997. Com o objetivo de dar ainda mais ênfase às descobertas experimentais sem ocupar mais tempo e espaço de aulas, foi idealizado o modelo segundo o qual os alunos recebem material no Colégio e, em casa, realizam comandos prescritos em arquivos acessados através das salas virtuais. No caso do Kit Pão, os alunos devem produzir um pão caseiro, para tentarem entender o processo de fermentação biológica e atentarem para elementos corriqueiros que passam desapercebidos, como a existência do glúten, por exemplo. Ainda está em projeto um Kit sobre bolos, para a facilitar a compreensão da diferença entre o fermento biológico e o químico, empregado em receitas de bolos. Já existem “kits” sobre queijos, concreto e estruturas moleculares.
O Diretor de Tecnologia Aplicada à Educação, Sérgio Américo Boggio, acredita nos benefícios dessa forma de didática, que teve como base o pensamento de alguns filósofos, entre eles John Dewey. “Hoje em dia, o aprendizado da ciência deve ser com o foco na tecnologia, pois este é o interesse da juventude atual. Além disso, os kits ajudam o aluno da nova geração a desenvolver uma noção espacial e de trabalho tátil, o que é ótimo numa época em que, desde pequenas, as crianças divertem-se através da tela bidimensional do computador”. |
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