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| Entre o Colégio e a Indústria |
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A disputa entre indústrias pelo lucro e por mercados leva, muitas vezes, à degradação do meio ambiente no qual se inserem. Isto pode parecer contraditório, visto que as mesmas fábricas que retiram matéria-prima da natureza acabam provocando a sua deterioração. Com o intuito de desenvolver ideias para desfazer tal incoerência, professores da Cadeira de Química do Colégio Bandeirantes foram a Mogi Guaçu (SP), onde passaram por capacitação na Corn Products Brasil, indústria que investe na pesquisa e fabricação de artigos biodegradáveis.

Compareceram à visita professores de Química Teórica e dos Laboratórios. Saídas para indústrias químicas são tradição entre os docentes da área a cada final de bimestre, sempre com o objetivo de ampliar o conhecimento prático, e, é claro, enriquecer as próprias aulas no Colégio. Na Corn Products Brasil, puderam conhecer o processo por meio do qual a empresa utiliza cada parte do grão de milho (entre outros tipos de grão) para produzir polímeros naturais e uni-los a sintéticos na produção de biodegradáveis. Após palestra sobre o tema, os visitantes conheceram a estação de tratamento de água da fábrica, responsável pela purificação da água que entra na indústria bem como dos efluentes por ela descartados. Na etapa final de cada processo, são utilizados bioindicadores para testar a qualidade da água que é devolvida à natureza.
A Corn Products Brasil faz parte do grupo Corn Products International, uma das maiores companhias de processamento de milho do mundo, com sede nos Estados Unidos e presente em 15 países nos cinco continentes. Fabrica ingredientes de origem agrícola para os mais diversos segmentos industriais.
A Profª Elisabete Rosa, Coordenadora do Laboratório de Química, avalia positivamente as idas às indústrias. “Sempre temos surpresas, pois, pelas diferentes visões dos professores de Teoria e dos Laboratórios, o rumo das visitas não pode ser precisado. As novas possibilidades com que nos deparamos servem para enriquecer as aulas que ministramos no Colégio”. A professora conta que, na Corn Products, descobriu o que precisava para completar a produção de um polímero, usado posteriormente em aulas no laboratório. “Tentamos agregar indústria, química e sociedade, e mostrar essa conexão aos alunos”, conclui. |
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