Computação em Nuvem
Computação em Nuvem

É difícil, para quem está acostumado a utilizar a informática no trabalho, imaginar uma época em que não será mais necessário se preocupar com a perda de arquivos por falha mecânica ou que não haverá incompatibilidade de documentos entre diferentes tipos de softwares. Avanços como estes estão sendo conquistados por meio da “Computação em Nuvem”, ou Cloud Computing, nova tendência do mundo da internet, assunto de palestra proferida pelo Prof. Sérgio Américo Boggio, Diretor de Tecnologia Aplicada à Educação
do Colégio Bandeirantes, aos professores e coordenadores do Colégio no último dia 7.

Segundo a concepção da “Computação em Nuvem”, os softwares seriam um serviço público e os computadores, terminais através dos quais acessá-los. Os arquivos e documentos não seriam mais salvos em máquinas particulares ou data centers privados, mas pelos grandes servidores mundiais, podendo ser abertos a partir de qualquer aparelho com acesso à rede, ou nuvem. O compartilhamento de dados e do conhecimento também seria facilitado, e o custo de instalação de programas em computadores, mitigado.



A exposição do Prof. Boggio e os slides apresentados narraram parte da história da evolução da internet e do acesso cada vez maior das pessoas aos computadores. Também foi abordado o uso da tecnologia como aliada no processo de educação, com o destaque para o pioneirismo do Bandeirantes como um dos primeiros colégios a informatizar o processamento de dados, há cerca de quarenta anos, e a ter um site próprio e de acesso gratuito, em 1996. O palestrante contou que o momento atual é mais um dentre os quais a internet deve enfrentar seus próprios limites, tal como ocorreu com a redução de tamanho dos equipamentos e com a “Bolha da Internet”, em 2000, que levou à quebra da bolsa de valores Nasdaq. Uma das grandes demandas atuais é a pela expansão da capacidade de se incorporar novos computadores à rede.

O Prof. Boggio comparou a “Computação em Nuvem” à evolução da distribuição de eletricidade, traçando um paralelo que mostrou como, contra as previsões de muitos, o que era uma preocupação individual se tornou um dever do Estado. E pediu cuidado àqueles que duvidam da capacidade de evolução dos meios digitais. “É preciso tomar muito cuidado com paradigmas conservadores”, alertou.


 
 
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