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Sexo sem pressa - o controle da ejaculação rápida

Maria Helena Vilela

Medo, insegurança, desconhecimento e hormônios... É o que não falta na adolescência, principalmente quando o assunto é sexo! Para os meninos, uma coisa é certa: não podem decepcionar a garota (ou não será a si mesmos?). Por causa dessa cobrança prévia, os meninos se submetem a uma pressão muito grande, desenvolvendo no seu íntimo uma ansiedade, que só atrapalha nas atividades sexuais. Um exemplo do que estou falando é a ejaculação rápida, ou melhor, a dificuldade de controlar a saída do sêmen durante um tempo suficiente para a sua satisfação sexual e de sua namorada. Para se ter uma idéia, alguns meninos comentam que, só de ver a garota nua, a excitação sexual e o nervosismo são tão grandes, que tornam quase impossível segurar a ejaculação até a penetração. Imagine ter paciência e aguardar o tempo da garota!

Só que, diferente do que os garotos muitas vezes pensam, a ansiedade e o descontrole não se devem apenas ao tesão. A ejaculação rápida pode acontecer por causa da pressa em viver tal experiência ou devido à necessidade de provar para si e para o mundo a masculinidade; pode acontecer também pela falta de maturidade do menino de lidar com uma outra pessoa numa situação de intimidade; enfim tal descontrole pode ocorrer porque o menino  desconhece os limites do seu corpo. Neste caso, há como aprender a se controlar.

Aprendendo a se controlar

A ejaculação é um tipo de reflexo que pode ser controlado de um jeito muito parecido com o de urinar. A diferença é que, no caso da urina, o que aciona o reflexo é  a pressão do líquido na bexiga, enquanto a ejaculação é disparada pela tensão do estímulo sexual.

Quando criança, as pessoas aprendem a identificar quando sua bexiga está cheia e os dois momentos que antecedem à eliminação da urina: aquele em que "dá para segurar" e o outro quando sua saída é inevitável. A ejaculação também tem estes dois momentos. O segredo está em aprender a identificar até que ponto o organismo suporta ser estimulado sexualmente, sem que isso provoque a saída do sêmen. A aproximação deste momento é descrita pelos homens como uma sensação de que o pênis "está cheio" e desejoso para ser empurrado para frente e liberar o esperma. Até este ponto, o homem é capaz de controlar a excitação sexual, diminuindo ou interrompendo os estímulos provocados diretamente na glande, como, por exemplo, os movimentos de "vai e vem" na masturbação, ou os movimentos durante o ato sexual. Este é um bom momento para usar a criatividade no sexo. Pode-se explorar outras partes do corpo, ou dedicar-se à excitação da mulher. Caso contrário, o gatilho da ejaculação é acionado e a reação do corpo foge completamente ao controle. As contrações fazem pressão no pênis e na uretra, expulsando o sêmen em jatos.

O melhor momento para aprender e treinar este controle é durante a masturbação; sem pressa... Esta prática, por ser solitária, pode deixar o homem mais à vontade  para se concentrar nas reações do próprio corpo e descobrir o melhor  jeito para lidar com a ejaculação e controlá-la.

Outras alternativas

Para alguns homens, é difícil controlar a intensidade da estimulação e manter a excitação sem deixar que a ejaculação ocorra. Nesse caso, pode ajudar bastante a aprendizagem de exercícios como o da "técnica de compressão". É simples: basta que o homem pressione o pênis com firmeza, logo abaixo da glande, por 10 a 20 segundos. A medida faz passar a vontade de ejacular.

Um outro meio é o casal tentar sincronizar o tempo. Primeiro o garoto investe na excitação da garota, tocando-a do jeito que ela gosta, brincando bastante com as tão famosas preliminares. Depois, iniciam a troca de carícias e, só quando ambos estiverem excitados o suficiente, aí sim ocorre a penetração.
Se nada disso for suficiente para resolver o problema, o homem deve recorrer a uma terapia sexual. O recurso terapêutico tem tido muito sucesso no tratamento da ejaculação rápida. Entretanto, para tudo isso funcionar, existe um elemento que não pode ficar de fora quando se enfrenta um problema como esse: o diálogo sobre os sentimentos positivos e negativos que ocorrem na hora da relação sexual. Nunca esqueçam: é conversando que a gente se entende!


 
 
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