| Durante o “IV Congreso” o ensino do espanhol no Brasil – idioma que deverá ser obrigatoriamente oferecido em escolas públicas e privadas até 2010 em virtude da Lei n.o 11.161/05 – foi tema específico de debates.
O primeiro evento realizado foi o painel “El español en Brasil”, cujo tema central foi a implementação da lei e suas implicações. Estavam presentes representantes de instituições de países hispano-americanos (Uruguai, Paraguai, Argentina e Colômbia), da Espanha e do Brasil. Alessandro Candeas, chefe da Assessoria Internacional do MEC, e Graciela Inés Ravetti Gómez, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente da Associação Brasileira de Hispanistas (ABH) representaram nosso país.
Alessandro Candeas apresentou dados da educação brasileira atual e projeções, considerando a implementação da lei. Nesse sentido, destacou a necessidade e o propósito do governo brasileiro em investir na formação inicial e continuada de professores. Além disso, ressaltou que o ensino da língua espanhola no Brasil adquire um caráter de integração política, econômica e cultural em relação ao continente latino-americano. Graciela Ravetti centrou-se nas questões relativas à habilitação de professores de Espanhol, que deve obrigatoriamente estar a cargo das universidades brasileiras. Ressaltou que essas instituições têm uma experiência já consolidada em seus programas de graduação e pós-graduação, que estão em constante aprimoramento. Relembrou que essa implantação traz desafios e que se faz necessária e urgente a abertura de concursos para professores de espanhol para as universidades públicas com o fim de ampliar o número de vagas nas instituições responsáveis pela formação inicial de professores e no necessário investimento em formação continuada.
Em relação aos representantes de outros países presentes no encontro, podemos destacar a oferta de ajuda especialmente no que se refere a intercâmbios de alunos e de professores, além de programas conjuntos de formação acadêmica.
O segundo evento realizado foi o “Encuentro de directivos, expertos y académicos de Brasil y Colombia”. Logo após uma apresentação geral das autoridades brasileiras e colombianas e dos objetivos gerais do encontro, os congressistas presentes foram divididos em duas mesas de trabalho. Um primeiro grupo, composto por representantes de universidades dos dois países, cujo propósito central foi o de mapear os interesses acadêmicos para que futuramente sejam traçadas e implementadas políticas nacionais de cooperação como, por exemplo, o desenvolvimento conjunto de projetos de pesquisa. Um segundo grupo, composto majoritariamente por professores, discutiu o ensino do espanhol no Brasil e o de português na Colômbia e as possibilidades de apoio mútuo em programas de intercâmbio, tanto de alunos quanto de professores.
Os organizadores do evento prepararam documentos sobre as conclusões das duas mesas de trabalho e também se preocuparam em organizar uma lista dos presentes. Vale destacar que entre as instituições de Ensino Médio do Brasil apenas o Colégio Bandeirantes estava representado no evento. Todos os demais brasileiros presentes representavam suas respectivas universidades.
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